O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) de Moçambique admitiu hoje que leva cerca de três horas para analisar a informação antes de emitir alertas e previsões meteorológicas, devido a fragilidades tecnológicas, numa altura em que o país enfrenta cheias generalizadas.
O diretor-geral adjunto do INAM, Mussa Mustafa, explicou que o acompanhamento dos fenómenos meteorológicos que estão a afetar o país exige o uso de tecnologias específicas. “Nós temos os fenómenos meteorológicos que estão a assolar o país e precisamos fazer o seu acompanhamento. O acompanhamento desses fenómenos requer o uso de tecnologias e hoje em dia existem várias tecnologias avançadas, desde o uso dos radares tecnológicos, com tecnologia inovadora e uso dos satélites meteorológicos”, afirmou.
Segundo Mustafa, a análise antecipada das informações é essencial para permitir a previsão do que poderá acontecer “no terreno”, de modo a que as comunidades possam adotar medidas preventivas atempadas.
O responsável falava no dia em que o INAM emitiu um aviso amarelo devido à aproximação de uma depressão tropical, que deverá provocar chuva e ventos fortes na região sul do país. O alerta surge num contexto em que Moçambique já regista cheias generalizadas, com populações sitiadas em várias zonas. (VozAfricano)