Abuja, Nigéria — Grupos armados invadiram igrejas no norte da Nigéria durante o último fim de semana, sequestrando dezenas de fiéis durante cultos dominicais em áreas rurais do estado de Kaduna. O episódio intensifica a preocupação com a escalada da violência e os riscos enfrentados por comunidades religiosas na região.
Segundo líderes religiosos e autoridades locais, os ataques ocorreram na comunidade de Kurmin Wali, no distrito de Kajuru, onde homens armados cercaram várias igrejas, incluindo templos da denominação ECWA (Evangelical Church Winning All) e da igreja Cherubim and Seraphim. Os fiéis foram forçados a fugir para áreas de mata, antes de serem capturados.
Número de Vítimas
O reverendo John Hayab, líder da Christian Association of Nigeria (CAN) no estado de Kaduna, informou que cerca de 172 pessoas foram inicialmente levadas, das quais nove conseguiram escapar, deixando aproximadamente 163 fiéis ainda em cativeiro.
O ataque evidencia a operação coordenada de grupos armados, reforçando a percepção de que as comunidades rurais permanecem vulneráveis a sequestros e agressões.
Contexto de Violência
O norte e noroeste da Nigéria têm sido alvo frequente de ataques de gangues conhecidas como bandits. Estes grupos operam em áreas de difícil acesso para a polícia e o exército, sendo responsáveis por sequestros em massa, assaltos a vilas e ataques a comunidades isoladas.
Apesar de ninguém ter reivindicado os ataques recentes, incidentes semelhantes têm se repetido nos últimos meses, incluindo sequestros de estudantes em escolas católicas e ataques a outras igrejas, evidenciando uma ameaça contínua à segurança local.
Reações e Desafios
As autoridades de segurança ainda não divulgaram um comunicado detalhado sobre o caso. Contudo, líderes religiosos e organizações internacionais têm apelado por uma intervenção urgente, pedindo reforço da proteção das igrejas e maior presença do Estado em zonas rurais.
Especialistas em segurança alertam que a violência na região combina múltiplos factores — conflitos étnicos, rivalidades territoriais, problemas económicos e atuação de grupos armados — tornando a resolução do problema um desafio complexo para as autoridades nigerianas.
O ataque reforça a necessidade de estratégias de prevenção mais eficazes e de medidas concretas para garantir que as comunidades possam praticar sua fé com segurança, mesmo em regiões remotas e vulneráveis. (Redação: Paula Nhampossa ,Carlos e Júlio)