O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira que o país irá responder a uma alegada violação do cessar-fogo em Gaza, após um oficial das Forças Armadas israelenses ter ficado ferido por um artefato explosivo na região de Rafah. O movimento palestino Hamas, por sua vez, negou qualquer responsabilidade pelo incidente, conforme informações divulgadas pela Reuters.
Falando durante uma cerimônia de formatura de pilotos da Força Aérea, Netanyahu declarou que Israel “responderá de forma apropriada” ao episódio, reiterando que o Hamas não demonstra intenção de se desarmar, como previsto no acordo de trégua firmado em outubro. Segundo o chefe do governo israelense, essa postura representa uma afronta direta aos termos negociados, de acordo com a Reuters.
Mais cedo, o Exército de Israel informou que um dispositivo explosivo detonou contra um veículo militar em Rafah, ferindo levemente um oficial. O Hamas afirmou que a explosão ocorreu numa área sob total controle das forças israelenses e sugeriu que o artefato seria um resquício do conflito, acrescentando que os mediadores já haviam sido alertados sobre a presença de explosivos na região, segundo apurou a Reuters.
Enquanto as tensões aumentam, uma delegação israelense reuniu-se no Cairo com representantes dos países mediadores para discutir esforços relacionados à repatriação dos restos mortais do último refém israelense mantido em Gaza, o policial Ran Gvili. O grupo incluiu membros das forças armadas, do serviço de segurança interna Shin Bet e da agência de inteligência externa Mossad, conforme relatado pela Reuters.
O cessar-fogo em vigor faz parte de um plano mais amplo apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê etapas graduais rumo a um acordo mais abrangente. Até agora, apenas a fase inicial foi implementada, incluindo a trégua, libertação de reféns e prisioneiros e uma retirada parcial das forças israelenses. O plano prevê, ao final, o desarmamento do Hamas e sua retirada do poder em Gaza — exigência rejeitada pelo grupo, que condiciona a entrega das armas à criação de um Estado palestino, de acordo com informações da Reuters.
Apesar da redução da violência desde o início do cessar-fogo, confrontos pontuais continuam a ser registrados, com acusações mútuas de violações. Netanyahu também advertiu que Israel segue atento a outras ameaças regionais, incluindo o Hezbollah, no Líbano, os houthis no Iêmen e o Irã, destacando que o país não busca confrontos, mas permanece em estado de alerta, segundo a Reuters.
À Reuters também apresentou essa matéria: https://www.reuters.com/world/middle-east/israel-accuses-hamas-violating-gaza-truce-says-it-will-respond-2025-12-24/