Chimoio, Moçambique –Um grupo de funcionários da autarquia de Chimoio denunciou que o presidente do Conselho Municipal, João Ferreira, tem exercido intimidação e perseguição contra trabalhadores que questionam irregularidades e exigem a implementação da Tabela Salarial Única (TSU). Segundo relatos coletados junto aos funcionários, a situação já gerou medo e insegurança entre os servidores municipais.
De acordo com as informações reunidas, alguns funcionários foram transferidos à força, enquanto outros alegam ter sido chamados repetidamente à Polícia Municipal apenas por reivindicar direitos laborais. Vários trabalhadores afirmam ainda que colegas que tentaram denunciar a situação enfrentaram retaliações diretas. As denúncias foram enviadas às autoridades provinciais e partidárias, mas até agora não houve resposta oficial.
O caso levanta preocupação sobre os mecanismos de proteção dos funcionários públicos em autarquias africanas, especialmente em situações em que o diálogo interno falha e os trabalhadores se sentem desprotegidos. Em outras províncias, a implementação da TSU avançou sem confrontos semelhantes, evidenciando um descompasso na gestão local de Chimoio.
Até o momento, não há registro de investigação judicial formal ou resposta oficial por parte do presidente João Ferreira ou da Câmara Municipal de Chimoio. Enquanto isso, os funcionários continuam a relatar um ambiente de trabalho hostil, destacando a urgência de medidas de mediação e fiscalização.
A situação em Chimoio reflete um desafio mais amplo enfrentado em algumas administrações municipais africanas: como equilibrar autoridade local e direitos dos servidores, garantindo que a execução das políticas públicas não se transforme em instrumentos de intimidação.
Segundo o Canalmoz, as acusações foram confirmadas pelos funcionários e estão sendo acompanhadas pela imprensa local.