A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) reafirmou a sua posição de rejeição a episódios de violência associados a processos eleitorais, defendendo a necessidade de preservar a ordem pública e a estabilidade institucional no país. A posição foi expressa pelo primeiro secretário do partido na província da Zambézia, Francisco Nangura, durante a II Sessão Ordinária do Comité Provincial, realizada no dia 29 de dezembro.
Na sua intervenção, o dirigente sublinhou que o partido considera inaceitáveis manifestações que resultem em violência ou destruição de bens públicos e privados, sobretudo em contextos pós-eleitorais. Nangura associou os protestos ocorridos após as eleições de 2019 a actos criminosos, defendendo que o Estado e as forças políticas devem agir para evitar situações que comprometam a segurança e o normal funcionamento da vida social e económica.
Ao mesmo tempo, o responsável destacou que a FRELIMO encara os próximos ciclos eleitorais como uma oportunidade para reforçar a sua presença política ao nível local. Nesse quadro, anunciou a intenção do partido de disputar todos os municípios da província, com atenção particular a Quelimane e Alto Molócuè, actualmente governados pela RENAMO, principal partido da oposição.
A declaração surge num contexto em que o debate sobre manifestações, liberdade de expressão e segurança pública continua a marcar a agenda política moçambicana, sobretudo em períodos eleitorais. Analistas apontam que o desafio passa por equilibrar o direito constitucional à manifestação com a necessidade de garantir a ordem, evitando excessos tanto por parte de manifestantes como das autoridades.
De acordo com a DW, a FRELIMO defende que o reforço da sua organização interna e a mobilização da base partidária serão determinantes para os objectivos eleitorais traçados na Zambézia, uma das províncias politicamente mais disputadas do país.
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