Os Estados Unidos declararam que vão assumir, de forma temporária, a administração da Venezuela, na sequência da detenção do ex-presidente Nicolás Maduro por forças especiais norte-americanas. O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, durante uma conferência de imprensa realizada na sua residência oficial em Mar-a-Lago, no estado da Flórida.
Segundo Trump, Washington pretende conduzir o país sul-americano durante um período transitório, com o objetivo de garantir estabilidade política e criar condições para uma mudança de poder considerada segura e organizada. O líder norte-americano afirmou que a medida visa impedir que o controlo da Venezuela caia novamente em mãos que, segundo ele, não representem os interesses do povo venezuelano.
O presidente dos EUA explicou ainda que a gestão provisória será feita de forma coletiva, através da nomeação de várias figuras-chave da administração norte-americana. Entre os nomes citados estão o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Dan Caine.
Durante a mesma intervenção, Trump mencionou que a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, teria assumido funções como sucessora de Maduro, alegando que esta estaria disposta a cooperar com os planos definidos por Washington para o futuro do país. No entanto, até ao momento, não houve qualquer confirmação oficial por parte do governo venezuelano sobre a tomada de posse de Rodríguez.
O pronunciamento do presidente norte-americano representa um agravamento significativo do envolvimento dos Estados Unidos na crise venezuelana, após meses de especulação internacional sobre uma possível intervenção direta no país. Trump reforçou que a sua administração não descarta a presença militar em solo venezuelano, afirmando que os EUA estão preparados para agir se necessário.
Além do aspeto político e militar, Trump destacou também a dimensão económica da intervenção. Segundo ele, grandes empresas petrolíferas norte-americanas deverão entrar na Venezuela para investir milhares de milhões de dólares na recuperação das infra-estruturas energéticas degradadas, com o objetivo de relançar a economia e tornar o setor petrolífero novamente produtivo.