Madrid – O Governo espanhol anunciou que irá disponibilizar cerca de 24 milhões de dólares em indemnizações às vítimas e familiares afetados pelo grave acidente com um comboio de alta velocidade que causou 45 mortos e mais de 150 feridos no sul do país, numa das maiores tragédias ferroviárias registadas em Espanha na última década.
O desastre ocorreu no dia 18 de janeiro, na localidade de Adamuz, nos arredores da cidade de Córdova, e reacendeu o debate público sobre segurança ferroviária, falhas técnicas e responsabilidades institucionais. De acordo com informações divulgadas pela Reuters, o montante anunciado visa garantir apoio imediato às vítimas, evitando atrasos associados aos processos judiciais tradicionais.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, reconheceu que os mecanismos legais habituais são lentos face à dimensão humana da tragédia, sublinhando que os afetados não podem esperar anos para receber assistência financeira e social.
Enquanto isso, cresce a pressão política sobre o Executivo. O principal partido da oposição, o Partido Popular, exige a demissão do ministro, apontando não apenas o acidente de Adamuz, mas também outros incidentes ferroviários registados na mesma semana, incluindo a morte de um maquinista na Catalunha e falhas operacionais graves na rede ferroviária.
Puente rejeitou as críticas e afirmou estar disponível para colaborar com todas as investigações em curso, garantindo que o Governo irá divulgar de forma transparente todas as conclusões técnicas assim que estiverem disponíveis, conforme apurou a Reuters.
Paralelamente, o sistema ferroviário espanhol enfrenta instabilidade operacional, sobretudo na Catalunha, onde paralisações motivadas por preocupações com a segurança deixaram milhares de passageiros retidos. Uma falha de software no centro de controlo ferroviário agravou ainda mais a crise, aumentando as dúvidas sobre a robustez do sistema.
As autoridades espanholas admitem agora que uma investigação aprofundada será determinante para apurar eventuais falhas humanas, técnicas ou estruturais, num caso que pode marcar uma viragem na política de segurança ferroviária do país. (vozafricano)
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