Dez indivíduos suspeitos de integrarem o grupo criminoso conhecido como “Os Nhamacatanas” estão sob custódia policial na cidade de Chimoio, Província de Manica. O grupo tem sido apontado como responsável por uma série de crimes que vêm abalando a cidade, com maior incidência no final do ano passado.
De acordo com informações da Polícia da República de Moçambique (PRM), nove dos suspeitos foram detidos na cidade de Chimoio e um no distrito de Báruè. Todos foram flagrados na calada da noite, portando catanas, outros instrumentos contundentes e diversos bens roubados. Os detidos estariam envolvidos em assaltos a residências e em vias públicas, vitimando cidadãos indefesos.
A detenção dos suspeitos faz parte da operação “Sossego”, um plano operativo que visa, em 45 dias, erradicar o fenómeno “Nhamacatana” da cidade e conter sua expansão para outras partes da província de Manica.
Alguns detidos admitiram os crimes quando ouvidos pelos jornalistas. Um deles declarou: “Na verdade, eu sou mesmo um ladrão e estou aqui porque fui apanhado com um telefone roubado na rua”. Outro suspeito acrescentou, com tom de arrependimento: “A polícia me encontrou com um telefone roubado e eu aceitei ter arrancado alguém na rua, mas pedi perdão na hora, mas os agentes não entenderam e me levaram para cá”.
O chefe de relações públicas do Comando Provincial da PRM em Manica, Mouzinho Manasse, afirmou que a operação “Sossego” é apenas o início da ação contra os homens Catanas. Sobre o caso de homicídio que trouxe notoriedade ao grupo, ocorrido em 25 de dezembro de 2025 no bairro de Chinfura, Manasse esclareceu: “A polícia já tem pistas sobre os autores do assassinato da jovem, e nos próximos dias iremos apresentar publicamente os homens Catanas que protagonizaram aquele macabro acto.”
Além disso, a PRM confirmou o linchamento de um indivíduo que se fazia passar por agente económico, responsável por vários crimes no posto administrativo de Zembe, distrito de Macate. O suspeito mantinha um estabelecimento comercial de fachada para encobrir suas atividades ilícitas.
A polícia reforça que continuará a trabalhar para garantir a segurança da população, combater grupos criminosos organizados e prevenir a proliferação de fenómenos como o “Nhamacatana” na província de Manica. (Paula Nhampossa )
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