⚠️ Aviso aos Leitores
Este artigo tem caráter informativo e jornalístico, com o objetivo de analisar um fenómeno digital e levantar questionamentos legítimos sobre moderação de conteúdos nas redes sociais.
Não promovemos, incentivamos ou reproduzimos conteúdos explícitos, nem apoiamos a violação das políticas das plataformas digitais. As referências presentes no texto são feitas exclusivamente para fins de contextualização, interesse público e debate responsável.
Reforçamos o nosso compromisso com o respeito às normas editoriais, às diretrizes do Google e às políticas de conteúdo, priorizando informação responsável, ética e adequada a todos os públicos.
A criadora de conteúdos digitais do Zimbabwe, conhecida como Queen Nadia TV, tornou-se um dos nomes mais comentados nas redes sociais africanas após a divulgação de números extraordinários de alcance no Facebook.
Segundo dados partilhados pela própria influenciadora, um vídeo publicado a 10 de janeiro de 2026 ultrapassou a marca de 122 milhões de visualizações, gerando aproximadamente 1.142,37 dólares norte-americanos em receita. A página, criada em novembro de 2025, já soma mais de 2,5 milhões de seguidores, um crescimento considerado explosivo mesmo para padrões internacionais.

Conteúdo, viralização e controvérsia
Apesar do sucesso, o caso tem provocado forte debate público. Parte do conteúdo publicado pela página é classificado por internautas como explicitamente sexual, o que levanta uma série de questionamentos sobre os limites da monetização e da aplicação das políticas da plataforma.
Entre as principais dúvidas levantadas por usuários e analistas digitais estão:
por que uma conta que publica conteúdos considerados explícitos continua ativa?
por que os vídeos não estão a ser suspensos ou removidos?
e por que os próprios seguidores não denunciam em massa esse tipo de publicação?
Essas perguntas têm dominado discussões online no Zimbabwe e em outros países africanos, especialmente entre criadores de conteúdo que relatam ter contas removidas por infrações consideradas menos graves.
Algoritmo, denúncias e comportamento do público

Especialistas em redes sociais apontam que a permanência da conta pode estar relacionada a múltiplos fatores, incluindo o comportamento do público, a baixa taxa de denúncias formais e o funcionamento do algoritmo de recomendação, que prioriza engajamento, tempo de visualização e partilhas.
Em muitos casos, conteúdos altamente virais continuam a circular enquanto não atingem um determinado volume de denúncias ou revisões manuais. Além disso, seguidores que consomem e partilham o conteúdo tendem a não reportá-lo, contribuindo para a sua continuidade na plataforma.
Um debate maior sobre regras e consistência
O caso Queen Nadia TV reacende uma discussão mais ampla sobre a consistência na aplicação das regras de moderação por parte das grandes plataformas tecnológicas, sobretudo quando conteúdos controversos atingem números massivos de visualizações.
Para muitos observadores, a situação expõe um aparente desequilíbrio entre políticas oficiais e práticas reais, levantando dúvidas sobre até que ponto o alcance e a rentabilidade influenciam decisões de moderação.
Fenómeno digital africano sob escrutínio
Enquanto não há uma posição pública do Facebook sobre o caso específico, Queen Nadia TV continua a crescer, acumulando milhões de visualizações, seguidores e receitas, tornando-se um dos fenómenos digitais mais discutidos do momento na África Austral.
O episódio reforça a necessidade de maior transparência nas plataformas e mostra como o ecossistema digital africano está cada vez mais no centro de debates globais sobre conteúdo, monetização e responsabilidade. (Reportagem: produzido em primeira por vozafricano)