A época chuvosa voltou a mostrar o seu lado mais severo no centro de Moçambique, onde chuvas fortes atingiram a cidade de Chimoio, na província de Manica, causando três mortes confirmadas e deixando dezenas de famílias sem abrigo.
As autoridades locais indicam que entre as vítimas mortais está uma criança, num episódio que expõe a vulnerabilidade das infraestruturas em zonas urbanas e periurbanas do país. Uma das mortes ocorreu quando moradores tentavam atravessar uma ponte improvisada, que não resistiu à força das águas e acabou por ruir, conforme relatou o administrador distrital de Chimoio, João Nataniel, em declarações reproduzidas pela DW.
Além das perdas humanas, o mau tempo deixou 17 residências afetadas, algumas totalmente destruídas e outras com os telhados arrancados pela chuva e pelo vento. As autoridades estão no terreno a mobilizar equipas para sensibilizar as comunidades a abandonarem áreas consideradas de alto risco, sobretudo próximas a cursos de água e infraestruturas frágeis.
Moçambique atravessa o pico da estação chuvosa, período historicamente marcado por cheias, deslizamentos e destruição de habitações, sobretudo em regiões onde a pobreza estrutural e a urbanização desordenada aumentam a exposição aos desastres naturais. As previsões meteorológicas apontam para a continuidade de chuvas intensas e ventos fortes nos próximos dias.
A situação em Chimoio reforça os alertas sobre a necessidade de medidas preventivas e reforço da resiliência climática, num país africano cada vez mais afetado por eventos extremos, de acordo com informações divulgadas pela DW.