Dois técnicos de saúde foram indiciados pelo alegado envolvimento no roubo e registo ilegal de um recém-nascido, ocorrido no domingo, na maternidade do Hospital Rural de Chókwè, na província de Gaza. A ocorrência foi confirmada pelas autoridades policiais, enquanto o sector da Saúde afirma não haver, até ao momento, confirmação oficial do envolvimento de profissionais afectos à unidade sanitária.
De acordo com o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Júlio Nhamussua, uma jovem de 19 anos terá-se dirigido ao hospital onde, em alegada conivência com dois técnicos de saúde, foi possível subtrair um bebé recém-nascido da maternidade.
“Nós, como Polícia, recebemos esta ocorrência que indica que uma jovem se deslocou ao Hospital Rural de Chókwè e, em comunhão com dois técnicos de saúde, terá participado no roubo de um recém-nascido”, explicou o porta-voz.
A PRM confirmou que a suspeita e o bebé já foram localizados, encontrando-se ambos sob custódia das autoridades. No entanto, os dois técnicos de saúde supostamente envolvidos no caso continuam foragidos, não havendo ainda dados completos sobre a sua identidade.
Por sua vez, a Direcção Provincial de Saúde de Gaza confirmou o registo do roubo do recém-nascido, mas afirmou não ter conhecimento de qualquer técnico de saúde desaparecido ou oficialmente implicado no caso.
O médico-chefe provincial, Sérgio João, sublinhou que o assunto se encontra sob investigação e apelou à cautela quanto à divulgação de informações que possam comprometer o processo.
“Em relação a um eventual envolvimento de profissionais de saúde, trata-se de um processo que está a ser conduzido pela Polícia. É importante salvaguardar a investigação em curso e a privacidade da família”, afirmou.
As autoridades garantem que as diligências prosseguem para o total esclarecimento do caso e responsabilização dos envolvidos, caso se confirmem as suspeitas. ( Paula Nhampossa )
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