O cientista brasileiro Luciano Moreira foi reconhecido pela prestigiada revista Nature graças a uma descoberta revolucionária no combate às arboviroses, doenças que continuam a afetar milhões de pessoas em vários países, incluindo Moçambique.
Uma inovação após 17 anos de pesquisa
Depois de quase duas décadas de trabalho em laboratório, Moreira criou uma linhagem de mosquitos Aedes aegypti modificados que carregam a bactéria Wolbachia — um microorganismo presente naturalmente em várias espécies de insetos. A presença desta bactéria impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se multipliquem dentro do mosquito.
Na prática, mesmo que o mosquito pique uma pessoa infetada, ele perde a capacidade de transmitir o vírus para outras pessoas, quebrando o ciclo de propagação das doenças.
Resultados promissores e impacto global
O método já demonstrou eficácia no Brasil, onde comunidades inteiras registaram reduções significativas nos casos de dengue. Especialistas acreditam que esta abordagem poderá tornar-se uma das ferramentas mais poderosas para controlar e, num futuro próximo, eliminar estas doenças.
Para países como Moçambique, que enfrentam desafios crescentes relacionados com surtos de arboviroses, a tecnologia representa uma fonte de esperança e um avanço importante na saúde pública.
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