Maputo, 15 de Janeiro – O partido ANAMOLA realizou, esta quarta-feira, uma conferência de imprensa conduzida pelo seu presidente, Venâncio Mondlane, dedicada a diversos temas de natureza política, social, económica e ambiental que marcam o momento atual do país.

No encontro com a imprensa, o partido anunciou que todas as suas delegações a nível nacional passaram a funcionar como centros de acolhimento para pessoas afetadas pelas cheias e inundações registadas em várias regiões de Moçambique. Foi igualmente informado que a Comissão Executiva Nacional prevê deslocações a diferentes províncias, com o objetivo de desenvolver ações de apoio direto às comunidades atingidas.
Durante a conferência, foram levantadas preocupações relacionadas com a gestão dos fundos públicos destinados à prevenção de desastres naturais, defendendo-se a necessidade de averiguação e responsabilização de gestores públicos em casos de eventuais irregularidades. O partido também questionou os elevados gastos do Estado em deslocações oficiais, argumentando que esses recursos poderiam ser canalizados para áreas sociais prioritárias.

No que respeita às medidas de limitação do acesso à internet, o ANAMOLA reiterou o entendimento de que restrições a direitos fundamentais devem ser decididas pela Assembleia da República, anunciando a intenção de submeter uma proposta de fiscalização da constitucionalidade das medidas em vigor.
Outro ponto abordado foi a gestão dos resíduos sólidos na cidade de Maputo, apontando-se riscos para a saúde pública e o meio ambiente. No mesmo contexto, foi anunciada a realização de uma campanha nacional de recolha de lixo, marcada para o dia 17 de janeiro, organizada por estruturas sociais ligadas ao partido, com envolvimento da população em diferentes locais do país.
A conferência abordou ainda outros temas de interesse nacional, incluindo a extinção do ensino nocturno, atrasos no pagamento do 13.º salário e incidentes relacionados com a atividade mineira em Nampula, defendendo-se respostas institucionais urgentes.
O partido reiterou, por fim, o seu compromisso com a solidariedade social, a defesa das liberdades fundamentais, a transparência na gestão pública e o fortalecimento das instituições do Estado.