A Amazon deu mais um passo decisivo na expansão de seu serviço de internet via satélite ao anunciar o lançamento de 27 novos satélites em órbita baixa, reforçando sua estratégia para competir diretamente com a Starlink, atualmente líder no segmento.
A operação está programada para 16 de dezembro, quando um foguete Atlas V, operado pela United Launch Alliance, decolará da Flórida, levando a nova leva de satélites ao espaço. A missão marca um momento simbólico para a companhia, sendo a primeira realizada oficialmente sob a marca Amazon Leo, nome que substitui o antigo Project Kuiper.

Com esse lançamento, a constelação da Amazon passa a contar com 180 satélites ativos, demonstrando um ritmo acelerado de implantação. O plano de longo prazo da empresa prevê dezenas de lançamentos adicionais nos próximos anos, com o objetivo de formar uma rede composta por mais de 3 mil satélites em órbita terrestre baixa.
A proposta do Amazon Leo é oferecer internet de alta velocidade e baixa latência, especialmente em regiões afastadas ou com infraestrutura terrestre limitada. A utilização da órbita baixa reduz o tempo de resposta na transmissão de dados, tornando o serviço mais eficiente para aplicações modernas, como streaming, chamadas de vídeo e serviços baseados em nuvem.

Desde o início do programa, a Amazon vem adotando uma estratégia diversificada de lançamentos, utilizando tanto foguetes da United Launch Alliance quanto da SpaceX. A abordagem busca minimizar atrasos, garantir maior flexibilidade logística e atender aos prazos regulatórios exigidos para o início das operações comerciais.
Enquanto isso, a Starlink, controlada pela SpaceX, segue na liderança do setor, com uma constelação que já ultrapassa 10 mil satélites em operação. Ainda assim, o avanço da Amazon indica que a disputa pelo domínio da internet via satélite está apenas começando e deve se intensificar nos próximos anos.
A nova missão reforça o posicionamento da Amazon como uma das principais candidatas a desafiar o atual equilíbrio do mercado de conectividade espacial, ampliando a concorrência e prometendo impactos diretos na oferta global de internet.
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