Pedro Ferraz Reis, administrador executivo do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) em Moçambique e membro do Conselho da Diáspora Portuguesa, foi encontrado morto na noite de segunda-feira, 19 de janeiro, na casa de banho do Hotel Polana Serena, em Maputo.
O corpo foi descoberto por volta das 23h46, e a Polícia da República de Moçambique confirmou que a ocorrência está a ser tratada como homicídio voluntário. Segundo informações oficiais, a vítima foi morta com uma arma branca, e a investigação continua em curso, incluindo análise de imagens de videovigilância e inquéritos a testemunhas, sem que até ao momento haja suspeitos detidos publicamente.
Pedro Ferraz Reis tinha cerca de 52 anos e residia em Moçambique há mais de uma década. Carreira profissionalmente, ocupou funções de diretor financeiro (CFO) antes de se tornar administrador executivo do BCI, assumindo responsabilidades estratégicas e de supervisão na instituição. Em 2023, foi nomeado para o Conselho da Diáspora Portuguesa, reforçando a sua ligação à comunidade portuguesa no estrangeiro.
O BCI emitiu uma nota de pesar, destacando o elevado sentido de responsabilidade de Pedro, a dedicação à instituição e o contributo relevante para o fortalecimento da governação, da solidez e da reputação do banco. Colegas e familiares descrevem-no como uma pessoa de conduta tranquila e caráter íntegro, tornando a sua morte um choque para todos.
As investigações permanecem em curso, com o objetivo de esclarecer as motivações e identificar os autores do crime. Até agora, as autoridades pedem cautela e aguardam novas informações sobre o caso. (Paula Nhampossa)